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Alckmin diz que sanção de Trump ao Irã não deve afetar o Brasil

por admin
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Vice-presidente destacou que a República Islâmica é um pequeno parceiro comercial do Brasil, comprando mais do que vendendo

Alckmin no programa “Bom dia, Ministro”, da EBC

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), avalia que uma eventual sanção dos Estados Unidos aos países que possuem relações comerciais com o Irã“>possuem relações comerciais com o Irã não deve ter grandes impactos para o mercado brasileiro. Em entrevista ao Bom Dia, Ministro, da EBC, nesta quinta-feira (15), Alckmin afirmou que a relação comercial do país com a República Islâmica é pequena.

“A maioria dos países tem algum tipo de exportação, mas a nossa relação comercial com o Irã é pequena O Irã é um pequeno participante do comércio exterior brasileiro. Ele está lá no fim da fila, não tem muita relevância. Aliás, somos grandes exportadores, vendemos mais do que compramos deles”, disse.

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Alckmin também avaliou que esse tipo de tarifação deve ser difícil de aplicar por parte dos Estados Unidos, e pregou cautela até a publicação oficial da medida. “Não sabemos se esses 25% seriam para tudo ou apenas para alguns produtos, nem que tipo de comércio está envolvido. A maioria dos países do mundo mantém relações comerciais. Ainda não existe ordem executiva, então não se sabe exatamente como isso poderá ocorrer“>não se sabe exatamente como isso poderá ocorrer”, afirmou.

Trump anunciou na segunda-feira (12) tarifas de 25% contra os países que mantiveram relações comerciais com o Irã. A medida tem como objetivo pressionar o governo do aiatolá Ali Khamenei, que tem enfrentado uma onda de protestos e reagido com violência, matando cerca de 2 mil pessoas nas últimas semanas.

Segundo dados da plataforma comexstat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, em 2025 a balança comercial entre Brasil e a República Islâmica teve um superávit de US$ 2,8 bilhões – cerca de R$ 15 bilhões. Assim, o Irã é considerado um parceiro estratégico para os produtos brasileiros no Oriente Médio.

Apesar das importações registrarem um volume pequeno de apenas US$ 84,5 milhões (R$ 454 milhões), foram cerca de US$ 2,9 bilhões em produtos vendidos para os iranianos. A pauta de exportação brasileira é concentrada principalmente em commodities agrícolas, em especial milho em grão (US$ 1,9 bilhão) e a soja (US$ 563,6 milhões).

Em relação aos produtos importados, o Brasil compra principalmente ureia, uma espécie de fertilizante, que dominou a pauta com um valor de US$ 66,8 milhões. O segundo produto mais importante dessa relação é o pistache (US$ 6,2 milhões), seguido pelas uvas secas (US$ 2,9 milhões).

Trump não detalhou como a taxa de 25% poderia afetar os países, sem deixar claro se a medida vale para qualquer tipo de negócio com o Irã. Porém, cabe lembrar que o Brasil ainda enfrenta uma sobretaxa de 50% para uma série de produtos, em especial da indústria.

Bruno Nogueira

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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