Truphena Muthoni entrou para o Guiness World Record duas vezes, quebrando seu próprio recorde em 2026
Recordista também é fundadora da iniciativa Hug the Earth e embaixadora da campanha 15 Billion Trees
A ativista ambiental Truphena Muthoni, de 22 anos, quebrou o recorde de maior tempo abraçando uma árvore. A jovem do Quênia, na África, permaneceu 72 horas seguidas, reconquistando espaço no
Em fevereiro do ano passado, Truphena bateu o mesmo recorde, ficando 48 horas abraçada a uma árvore. Depois, Frederick Boakye, de Gana, atingiu 50 horas, 2 minutos e 28 segundos, substituindo a jovem no livro dos recordes.
A recordista também é fundadora da iniciativa Hug the Earth (Abrace a Terra, na tradução para o português) e embaixadora da campanha 15 Billion Trees (15 Bilhões de Árvores). Em entrevista ao Guinness Book, ela conta o que motivou os dois recordes.
“A primeira tentativa foi uma declaração, uma forma de reaproximar a humanidade da Terra por meio de um ato simples e íntimo. A segunda tentativa foi um compromisso. Percebi que o mundo precisava de mais do que simbolismo; precisava de resistência, consistência e provas de que o cuidado com o planeta não é algo passageiro. Fazer isso duas vezes foi a minha maneira de dizer que a ação climática não é um evento isolado, mas uma responsabilidade contínua.”
Na preparação para o primeiro recorde, Truphena praticou jejum seco e reduziu a ingestão de água para treinar seu corpo a longos períodos de sede. “No entanto, mais tarde percebi que essa abordagem foi um erro, pois impôs uma pressão desnecessária sobre meus rins e aumentou o risco de complicações graves de saúde”, explica a jovem.
Na segunda vez, ela focou em se sentir preparada e confiante. “Aumentei significativamente a minha ingestão de água nas semanas que antecederam o desafio para condicionar adequadamente o meu corpo e proteger os meus órgãos, e preparei-me de forma calma, relaxada e confiante.”
Ela também prestou homenagem às pessoas com deficiência ao ser vendada, após superar seu recorde anterior de 48 horas. “Vejo meu histórico não como uma vitória pessoal, mas como uma forma de devolver tempo à Terra, tempo para reflexão, tempo para reconexão e tempo para despertar a responsabilidade coletiva”, afirma.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.




