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Defesa de Lulinha pede ao STF suspensão da quebra de sigilo aprovada pela CPMI do INSS

por admin
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Advogados alegam que medida foi votada em bloco e sem fundamentação individualizada; pedido cita decisão recente do ministro Flávio Dino

Fábio Luiz Lula da Silva, o ‘Lulinha’, é filhos do atual presidente

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (4) a suspensão da quebra de sigilos bancário e fiscal determinada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

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O requerimento solicita que o STF estenda ao empresário a mesma decisão concedida à empresária Roberta Luchsinger. Mais cedo, nesta quarta, o ministro Flávio Dino anulou a quebra de sigilos da empresária ao considerar que a CPMI aprovou os pedidos sem fundamentação concreta.

Segundo a defesa, a situação de Lulinha é semelhante, pois a comissão aprovou a quebra de seu sigilo durante a mesma votação em bloco.

“Os fundamentos da concessão são todos aplicáveis a Fábio Luís, que também teve seu sigilo quebrado pela votação ‘em globo’, sem fundamentação concreta, específica e individualizada, o que é exigido em qualquer medida investigativa invasiva”, diz nota assinada pelo advogado Guilherme Suguimori Santos.

Defesa diz que empresário quer colaborar

Representante da defesa, o advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou à Itatiaia que Lulinha está disposto a colaborar com as investigações conduzidas no Supremo e que a iniciativa de buscar esclarecimentos partiu do próprio empresário.

“O Fábio desde sempre se dispôs a oferecer uma colaboração espontânea, voluntária e efetiva no bojo das investigações. Ele está muito tranquilo, tem mantido uma postura serena e não tem relação direta ou indireta com os fatos que estão sendo investigados”, afirmou.

Segundo o advogado, a defesa pediu a extensão da decisão do STF justamente porque a quebra de sigilo foi aprovada em bloco pela comissão.

“É por isso que ele está pedindo a extensão dos efeitos da medida que reconheceu a ilegalidade da quebra de sigilo em bloco na sessão da CPMI do INSS”, disse.

Carvalho também afirmou que Lulinha já havia se colocado à disposição das autoridades antes mesmo da decisão que autorizou a quebra de seu sigilo no Supremo.

Decisão de Dino

A CPMI do INSS investiga um esquema bilionário de fraudes no pagamento de aposentadorias e pensões. Na sessão de 27 de fevereiro, os parlamentares aprovaram em bloco 87 requerimentos de quebra de sigilo.

Ao analisar o caso da empresária Roberta Luchsinger, o ministro Flávio Dino entendeu que a decisão da comissão não apresentou justificativa individualizada para as medidas e suspendeu a quebra de seus sigilos bancário e fiscal.

O magistrado afirmou, no entanto, que a CPMI poderá aprovar novas quebras de sigilo desde que haja análise e motivação específicas para cada investigado.

Luchsinger é apontada como amiga de Lulinha e é suspeita de ter ligação com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, investigado como um dos operadores do esquema. O filho do presidente nega qualquer irregularidade.

Pedro Nascimento

Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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