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Presidente dos Estados Unidos compara cenário com operação militar norte-americana na Venezuela; republicano diz ser ‘inaceitável’ filho de Khamenei ser o sucessor
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu que deveria ter um papel na eleição do próximo líder supremo do Irã, após a morte do aiatolá Ali Khamenei. A declaração foi divulgada, nesta quinta-feira (5), em uma entrevista ao site de notícias norte-americano Axios.
Para o republicano, Mojtaba Khamenei – filho do antigo líder assassinado em um ataque comandado pelos Estados Unidos e por Israel – é o sucessor mais provável. Porém, Trump disse considerar o resultado “inaceitável”.
Oriente Médio: quantas pessoas morreram desde o início do conflito que envolve EUA, Israel e Irã” rel=”noopener”>Oriente Médio: quantas pessoas morreram desde o início do conflito que envolve EUA, Israel e Irã
Na entrevista, o presidente estadunidense comparou a influência norte-americana nas eleições com o que aconteceu na Venezuela. Em janeiro deste ano, uma operação militar dos EUA
O filho de Khamenei é um Peso Leve. Tenho que participar da nomeação, como com Delcy [Rodríguez]
Donald Trump
Como o conflito começou?
Donald Trump anunciou que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear.
Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou
Confira a linha do tempo
28 de fevereiro: EUA e Israel iniciaram os ataques contra o Irã. Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
1º de março: a mídia estatal iraniana confirmou a morte do líder supremo do
2 de março: Trump afirmou, em entrevista à CNN, que os Estados Unidos estão “dando uma surra” no Irã. Ele ainda prometeu que a “grande onda” dos ataques ainda estaria por vir. O presidente dos EUA afirmou que o conflito deve durar entre “quatro ou cinco semanas”, mas sem descartar a possibilidade do prazo se estender.
3 de março: a Assembleia dos Especialistas, localizada em Qom, no Irã, foi atingida por um bombardeio de Israel. O local poderia estar recebendo uma reunião para a
4 de março: a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, a maior instalação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio, foi atingida por um míssil balístico iraniano. Segundo o governo catari, não houve vítimas. Na mesma data, Israel iniciou uma série de ataques contra Teerã.
5 de março: duas explosões foram ouvidas em Jerusalém. Os ataques aconteceram após Israel afirmar ter identificado mísseis lançados do Irã.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.




