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Secretário da Prefeitura de Congonhas critica ‘omissão’ da Vale após extravasamentos

por admin
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Executivo municipal anunciou na tarde desta segunda-feira (26) a suspensão provisória dos alvarás de funcionamento de minas da empresa

Extravasamento em estrutura de mina da Vale na Região Central de Minas Gerais

João Luís Lobo, secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, afirmou em um vídeo publicado nesta segunda-feira (26) nas redes sociais da Prefeitura de Congonhas que a Vale demorou a informar sobre os casos de extravasamentos em minas“>casos de extravasamentos em minas. Ele chamou a postura da empresa de “omissão”.

Segundo o secretário, o extravasamento na mina de Fábrica, localizada em Ouro Preto e que afetou áreas de Congonhas, ocorreu às 1h da madrugada e foi avisada às 12h. O segundo caso, na mina Viga, aconteceu às 16h e foi comunicado às 23h.

“Sete anos após o rompimento em Brumadinho, a empresa, a Vale, omitindo informações muito importantes. Para nós agirmos de forma rápida, tem que chegar rápido para nós. E isso não aconteceu por duas vezes no mesmo dia”, disse.

A Prefeitura de Congonhas determinou na tarde desta segunda a suspensão provisória dos alvarás de funcionamento“>suspensão provisória dos alvarás de funcionamento de minas da Vale na cidade. Além disso, o órgão determinou que a mineradora apresente e implemente uma série de medidas de segurança.

  • Leia mais: Governo de Minas autuará Vale por danos ambientais e demora na comunicação de extravasamentos“>Governo de Minas autuará Vale por danos ambientais e demora na comunicação de extravasamentos

Duas ocorrências em menos de 24 horas

Duas estruturas da Vale na Região Central de Minas Gerais registraram ocorrências de extravasamento nesse domingo (25).

O primeiro caso foi durante a madrugada na mina de Fábrica, em Ouro Preto. O líquido alagou as dependências da CSN Mineração” rel=”noopener”>alagou as dependências da CSN Mineração.

Horas depois, um segundo extravasamento de água com sedimentos foi registrado na mina Viga, localizada entre a Plataforma e o Esmeril, em Congonhas. Assista abaixo:

Ambos os incidentes aconteceram exatos sete anos após o rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão” rel=”noopener”>rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Grande BH.

O desastre, ocorrido em 25 de janeiro de 2019, deixou 270 mortos, ou 272, se contadas as vítimas que estavam grávidas. O caso segue impactando profundamente a vida de famílias e cidades atingidas, que ainda cobram justiça, responsabilização criminal e avanços concretos na reparação.

Nota da Vale

A Vale esclarece que os extravasamentos de água identificados em Congonhas e Ouro Preto no domingo (25) foram contidos. Ninguém ficou ferido e a população e as comunidades próximas não foram afetadas.

Nenhuma das duas situações tem qualquer relação com as barragens da Vale na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e são monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana. A Vale esclarece, ainda, que não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra).

A Vale realiza periodicamente ações preventivas de inspeção e manutenção de suas estruturas, que são seguras. A empresa reforça esses procedimentos durante o intenso período chuvoso. As causas dos dois extravasamentos estão sendo apuradas e os aprendizados extraídos serão imediatamente incorporados aos planos de chuva da companhia. A Vale segue à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários”.

Jornalista formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia, escreve para Cidades, Brasil e Mundo.

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