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Acordo Mercosul e União Europeia é assinado

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A confirmação do tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, com 720 mi de pessoas e um Produto Interno Bruto estimado em mais de US$ 22 tri

Chanceler brasileiro, Mauro Vieira, durante assinatura do Acordo Mercosul-UE

Após mais de 25 anos de negociações, o tratado econômico entre os países do Mercosul e a União Europeia (UE) foi oficialmente assinado neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai.

A cerimônia contou com a presença do presidente do Paraguai, Santiago Peña; do presidente da Argentina, Javier Milei; do presidente do Uruguai, Yamandú Orsi; do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz; e do presidente do Panamá, José Raúl Mulino, além da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa.

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O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira“>foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participou da cerimônia, sendo o único chefe de Estado sul-americano ausente no evento.

O tratado, porém, não vai entrar em vigor imediatamente. Após a assinatura, o Parlamento Europeu precisa aprovar o acordo para internalizá-lo, bem como o Congresso Nacional brasileiro e os demais parlamentos dos países da América do Sul. A expectativa é que o processo seja completado no segundo semestre do ano.

Falas de autoridades

Em seu discurso, Santiago Peña mencionou Lula e afirmou que, “sem ele, não haveria acordo”, ao destacar o papel do presidente brasileiro nas negociações.

Já Rodrigo Paz e Javier Milei aproveitaram a ocasião para manifestar solidariedade ao povo venezuelano após a prisão de Nicolás Maduro.

Pelo lado europeu, António Costa celebrou a assinatura do acordo em um mundo “cada vez mais turbulento”, enquanto Ursula von der Leyen afirmou que a parceria entre os blocos busca promover um “comércio justo em vez de tarifas”.

Discurso de Lula ontem

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou, ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na sexta-feira (16), o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia como uma demora de “mais de 25 anos de sofrimento e tentativa”.

“Quando determinei a retomada das negociações do Acordo de Parceria Mercosul-União Europeia, deixei claro que esse processo deveria ser compatível com os objetivos de promoção do crescimento econômico e de reindustrialização do Brasil. Foram mais de 25 anos de sofrimento e tentativa de um acordo”, disse Lula no Museu Histórico e Diplomático do Itamaraty, no Rio de Janeiro.

O presidente brasileiro ainda afirmou que o acordo é bom “para o mundo democrático e para o multilateralismo”, não apenas para os dois blocos econômicos. Ainda de acordo com Lula, o Mercosul não se limitará ao papel de exportador de commodities para a UE, mas deverá produzir e vender bens industriais de valor agregado.

“O acordo prevê dispositivos que incentivam empresas europeias a ampliarem seus investimentos. Nossa parceria vai contemplar cadeias de valor estratégicas para a transição energética e digital. Este acordo de parceria vai além da dimensão econômica”, enfatizou o chefe do Palácio do Planalto.

Amanda Carvalho

Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.

Bruno Nogueira

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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